foto de Catatua Belinha - Olhares
Já aqui disse e quem me conhece sabe que assim é: não tenho mesmo pachorra para gente idiota! Por esta minha incapacidade de gerir a paciência em função do cretinismo alheio, não fazia tenção de perder tempo com a recente “novela” brasileira que ficou conhecida como, “a argolada da loura burra”, mas como me chegou, via correio electrónico, uma petição para que a senhora que dá nome à presente prosa fosse considerada persona non grata a este país, não quis deixar de dizer que não só não assino, como me parece exagerado. Primeiro, porque me estou nas tintas para tal personagem e segundo, porque a Assembleia da República (instituição a quem será enviada a dita cuja) se está, por sua vez, nas tintas para estas petições.
A senhora em questão – que me perdoem as Senhoras, mas a educação assim mo impõe – ridicularizou Portugal? Muitos dizem que sim, eu respondo que não. Porquê, perguntarão? Pois bem, a senhora limitou-se a cuspir algumas fatuidades e preconceitos sobre Portugal e demonstrou uma profunda ignorância sobre o que se propôs dissertar e/ou apontar, isto para não falar da cuspidela na fonte onde evidenciou a mais completa falta de educação e respeito por um país dito irmão e que a acolheu melhor do que a muitos dos seus mais brilhantes concidadãos.
O mais engraçado neste ridículo episódio, é que toda a gente se preocupou com o que foi mostrado no vídeo mais do que amador, toda a gente exigiu desculpas, mas ninguém pareceu notar na pouco subtil ofensa – digo pouco subtil porque a subtileza requer intelecto – feita aos portugueses nesse mesmo presumido pedido de desculpas. É que a senhora desculpa-se alegando que os portugueses não entendem humor inteligente. Vejamos, quem chama ao que foi mostrado de humor inteligente, não merece mais do que ser taxado de idiota, não vos parece?
Espero, sinceramente, que se deixem de petições caricatas mas que tenham verticalidade quando a personagem voltar a Portugal, seja para o lançamento dum livro, seja para a estreia duma peça de teatro, seja por umas simples férias. Explicando melhor: não lhe liguem pevas, ignorem-na, votem-na ao desprezo. E já agora, agradece-se aos nossos jornalistas que façam o mesmo, e não que acorram ao aeroporto de microfone e câmara em punho para novo tempo de antena, mesmo que seja para pedir explicações do que só se explica por uma inequívoca falta de decência… para dizer o mínimo.